quarta-feira, 2 de março de 2011

Desde então eu não penso em outra coisa.

O frio criava entre nós a vontade de ser um só. Disse-lhe que queria chorar, ela então segurou minha mão e a levou até seu rosto. Senti suas lágrimas umedecendo todo seu semblante, lágrimas das quais as razões são as mesmas e indescritíveis que as minhas.
Melodias vinham até mim, e eu as entoava no mais sereno tom que podia alcançar. O balanço da rede fazia o mundo à nossa volta sumir, só existia no momento o sentimento que nenhum de nós sabia ao certo explicar.
Foram aproximadamente vinte minutos, acordei e a realidade mais parecia um sonho, eu sussurrei “amor” em seu ouvido, ela acordou, seu rosto estava em meu peito, teu corpo junto ao meu, a assustei com a notícia de que também havia dormido, mas o tempo ainda nos concebia várias voltas no relógio.
No momento em que a levava em casa eu vi seu rosto com uma expressão pensativa, olhando pra baixo, e então ela disse sorridente “Foi bom não é?” Nem precisava de resposta. Só quero resposta mesmo pro que eu senti na madrugada enquanto meu corpo parecia gritar desesperadamente pelo seu, uma vontade inquietante. Minha mente criava alucinações com sua imagem pra que eu pudesse admirar a conseqüência de poucos minutos embriagado em seu calor. 

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