terça-feira, 19 de julho de 2011

Odiosamente única.

Uma folha em branco me convida para uma breve companhia.
Enquanto minha mente se esforça para lembrar alguma bela palavra, minhas mãos soletram teu nome.
Noites calmas como esta são ótimas oportunidades pra pensarmos:"como foi que chegamos aqui?"
Pena que elas sempre são experdiçadas pelo cansaço garado por tantas obrigações.
Se há em nós uma alma, eu posso-lhes afirmar que todos nós a estamos vendendo, e em longas parcelas sem aviso prévio de quando acabarão.
Eu vejo os passos apressados de todos, ouço as vozes ofegantes.
Vivemos então nossas vidas, estas vidas tão odiosas por serem únicas, por não terem um rascunho
com muitos garranchos, ou apenas com um parágrafo a mais onde eu pudesse me desviar da minha história já traçada com hora marcada pra minha ultima exclamação.

Inimiga da perfeição?

Porque andastes tão depressa se sabes que é exatamente esta tua maior inimiga? Seu olhar é certeiro, primoroso. Não me espanta causar tanta tentação. Lembranças tuas corroem a qualquer um, por isso a dor da perda é infinitamente sentida entre as mãos. Saber o que tu és é o primeiro passo pra total devoção e perdição a você. Se me perguntasse o que quero de verdade a resposta seria curta, óbvia, sem devaneio: "A certeza de que queres somente a mim".

Richard Marra

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Apenas um lápis

O amor jogou a semente
Grafitando uma flor
Traços de uma criança
Que nascera um sonhador

O amor cresceu
Colhemos sorrisos
Seu nome no topo
Do meu jardim incolor


Richard Marra