Porque andastes tão depressa se sabes que é exatamente esta tua maior inimiga? Seu olhar é certeiro, primoroso. Não me espanta causar tanta tentação. Lembranças tuas corroem a qualquer um, por isso a dor da perda é infinitamente sentida entre as mãos. Saber o que tu és é o primeiro passo pra total devoção e perdição a você. Se me perguntasse o que quero de verdade a resposta seria curta, óbvia, sem devaneio: "A certeza de que queres somente a mim".
Richard Marra
terça-feira, 27 de setembro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Uma nova História part 3
Ela abaixou a cabeça e recolheu as mãos. Não iria pedir pra que ele ficasse mais um pouco, apesar de ser só isso o que queria. Keith, entendendo a reação da garota ficou surpreso, e disse que ficaria por ali mais um pouco, mas não demorou muito e quem falou que devia ir embora primeiro, Mary!
Antes de despedirem, marcaram de se encontrar novamente no outro domingo e Keith havia lhe dito que contaria uma única piada que sabia pra ela na semana seguinte, e até lá, como diria o poeta, os caminhos estavam repletos de flores.
Os dois estudavam na mesma escola, e a volta às aulas foi exatamente naquela semana. Keith estudava de manhã, cursava a primeiro série e Mary estava no oitavo ano. Durante a semana não tiveram a oportunidade de se verem, mas sem que soubessem os pensamentos eram praticamente idênticos.
A solitária garota às vezes ficava um pouco nervosa em pensar nele, ela nunca tinha se aproximado tanto de um garoto, e sentia que aquilo lhe fazia bem, por mais obscuro que lhe passasse algum sentimento. Keith já havia conquistado olhares de algumas garotas, se sentia seguro em relação a isso, seu jeito descontraído que ela achava “lerdeza” (de uma forma bem carinhosa) trazia pra si companhia, mas ele nunca havia imaginado que a tristeza enfim iria lhe encantar mais que as outras coisas.
A solitária garota às vezes ficava um pouco nervosa em pensar nele, ela nunca tinha se aproximado tanto de um garoto, e sentia que aquilo lhe fazia bem, por mais obscuro que lhe passasse algum sentimento. Keith já havia conquistado olhares de algumas garotas, se sentia seguro em relação a isso, seu jeito descontraído que ela achava “lerdeza” (de uma forma bem carinhosa) trazia pra si companhia, mas ele nunca havia imaginado que a tristeza enfim iria lhe encantar mais que as outras coisas.
Chegou finalmente o domingo, dia 28 de fevereiro de 2011. Desta vez foi o garoto quem chegou à praça primeiro. Quando viu Mary se aproximando, depois de ter ficado um tempo sozinho foi ao seu encontro e lhe cumprimentou com um beijo na testa. Mary gostou desde o primeiro instante de como ele a tratava. Ele então lhe convidou pra sentar em um banco que ficava próximo ao balanço onde se viram pela primeira vez, a garota ficou a direita dele. Estavam silenciosos, como quem espera ouvir algo pra poder dizer “eu também”, mas isso só ocorreu em uma conversa entre mãos, o desenhista usou sua habilidosa mão pegou a dela, e ela então, apertou. Depois disso se olharam imediatamente, permanecendo em silêncio por alguns segundos. Neste intervalo de tempo a tímida e esperta garota se lembrou que Keith havia dito que lhe contaria uma piada.
O garoto a olhou bem nos olhos e se aproximou para beijá-la, quando estavam bem próximos Mary disse: “E a minha piada?” Isso fez com que o garoto risse um pouco, e enfim teve que contar a piada à ela. Enquanto contava a piada (que não nos convém colocá-la aqui), ele percebeu que Mary não parava de lhe observar e antes mesmo de terminar a péssima piada colocou sua mão no rosto dela e se beijaram. Um beijo bem curto, mas Keith permaneceu com os olhos fechados, e quando a bela garota perguntou "o quê foi?" ele disse.
- estou vendo tudo azul.
- como assim?
- quando fico algum tempo de olhos fechados vejo tudo azul - sabia que a cor que predomina depois de ficar algum tempo de olhos fechados é a mesma cor do seu anjo?
- o meu anjo é preto então! disse Mary.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Uma nova História part 2
Mary não sabia bem o que fazer, não sabia o porquê de Keith não ter ido à praça por duas semanas, mas como era de costume, a angústia a levava pro mesmo balanço das tardes quentes de verão. Chegando lá teve a surpresa com a frase escrita, se alegrou por um instante. Não demorou muito ele finalmente apareceu. O garoto tinha um passatempo que era desenhar seus personagens fictícios preferidos, desenhava algo todos os dias. Entretanto, se aventurou em outro tipo de arte desta vez, tentou desenhar o rosto de Mary. Ele não se saiu muito mal, os traços marcantes de Mary deixaram o desenho semelhante à sua beleza. No domingo ele trazia o desenho, já bastante amassado no bolso. Aproximou-se de Mary e disse que havia trago algo pra ela, antes mesmo dela respondê-lo, pegou o papel e colocou em seu colo, todo dobrado. Mary abriu o papel, e percebeu que era uma tentativa de desenhar seu rosto, e sorrindo disse ao garoto:
- não tem medo de desenhar essas coisas?
- não pude evitar era a única coisa que me vinha á cabeça.
Sem saber o efeito que uma frase assim podia causar, Keith sorriu, quando olhou pro lado viu que Mary estava vermelha como uma rosa, o canto de sua boca tremia um pouco. Ficaram em silêncio por alguns minutos depois disso, quando a coloração de Mary já estava voltando ao normal, os dois perguntaram ao mesmo tempo: Qual é o seu nome?
E incrivelmente depois de olharem pro outro lado, responderam o questionamento também ao mesmo tempo. O aspirante a desenhista perguntou a Mary onde ela morava, e acabou descobrindo que os dois moravam a menos de quatrocentos metros de distância. Mary havia se mudado pra lá naquele mesmo ano, e Keith era a primeira pessoa com quem ela tinha contato há muito tempo.
Keith a convidou pra tomar um sorvete, na sorveteria que ficava do outro lado da praça. Foram andando até lá na menor velocidade possível, os passos às vezes iam no sentido oposto. Eles conversaram sobre o desenho, sobre o que gostavam de fazer, ela sabia tocar piano, mas não tinha o instrumento para poder praticar. Chegando na sorveteria a garota pediu um de creme com cobertura de morango, Keith pediu um de chocolate, com cobertura de chocolate e tudo mais de chocolate que houvesse por lá.
Sem saber o efeito que uma frase assim podia causar, Keith sorriu, quando olhou pro lado viu que Mary estava vermelha como uma rosa, o canto de sua boca tremia um pouco. Ficaram em silêncio por alguns minutos depois disso, quando a coloração de Mary já estava voltando ao normal, os dois perguntaram ao mesmo tempo: Qual é o seu nome?
E incrivelmente depois de olharem pro outro lado, responderam o questionamento também ao mesmo tempo. O aspirante a desenhista perguntou a Mary onde ela morava, e acabou descobrindo que os dois moravam a menos de quatrocentos metros de distância. Mary havia se mudado pra lá naquele mesmo ano, e Keith era a primeira pessoa com quem ela tinha contato há muito tempo.
Keith a convidou pra tomar um sorvete, na sorveteria que ficava do outro lado da praça. Foram andando até lá na menor velocidade possível, os passos às vezes iam no sentido oposto. Eles conversaram sobre o desenho, sobre o que gostavam de fazer, ela sabia tocar piano, mas não tinha o instrumento para poder praticar. Chegando na sorveteria a garota pediu um de creme com cobertura de morango, Keith pediu um de chocolate, com cobertura de chocolate e tudo mais de chocolate que houvesse por lá.
- não estou me sentindo bem – disse Keith.
- o que foi?
- tenho alergia a leite, não devia ter tomado o sorvete.
- você ficou louco? Nunca mais vai tomar sorvete comigo.
- não tem problema, tomo escondido.
Mary desaprovou a atitude do "palerma", ficaram rindo depois disso. O adorador de cacau disse a ela que devia ir embora agora, tinha que estar em casa até as 17:00.
Uma nova História part 1
Em uma tarde de verão, enquanto praticamente todas as famílias estavam viajando, uma garota balançava seu corpo no tempo, criando um som contínuo de ferrugem da diversão de uma praça. Ela estava completamente só por ali, sempre de cabeça baixa, balançando as suas pernas não muito cumpridas no ar.
Do outro lado da praça as poucas pessoas que ainda andavam por aquele lugar cochichavam sobre quem era aquela garota, quem seriam seus pais? Eram exatamente os pais que lhe faziam passar suas tardes desocupadas de escola naquele velho balanço.
Muitas pessoas a viram por ali, mas apenas um garoto, de certa forma, se encantou com esta cena, para ele tão angustiante que lhe enchia a cabeça de idéias sobre o que se passava com aquela alma solitária.
Passaram-se algumas semanas, e no domingo a solidão da garota sempre se repetia. Ela sofria com problemas em casa, filha única, era o alvo das frustrações da família. No fim das férias de verão o garoto finalmente decidiu se aproximar dela, pensou em várias formas de como fazer isso e exatamente a mais irracional foi a escolhida. A praça estava repleta de plantas, flores e belezas do tipo, ele então fez um colar com as folhas e pétalas mais bonitas que encontrou. Colocou o colar no pescoço e passou lentamente em frente a garota, ela finalmente levantou a cabeça e viu “aquilo”, não achou graça, e muito menos interessante. Keith, o garoto, então resolveu sentar-se ao lado de Mary, desta vez sem o colar. Ele disse sorrindo,
Do outro lado da praça as poucas pessoas que ainda andavam por aquele lugar cochichavam sobre quem era aquela garota, quem seriam seus pais? Eram exatamente os pais que lhe faziam passar suas tardes desocupadas de escola naquele velho balanço.
Muitas pessoas a viram por ali, mas apenas um garoto, de certa forma, se encantou com esta cena, para ele tão angustiante que lhe enchia a cabeça de idéias sobre o que se passava com aquela alma solitária.
Passaram-se algumas semanas, e no domingo a solidão da garota sempre se repetia. Ela sofria com problemas em casa, filha única, era o alvo das frustrações da família. No fim das férias de verão o garoto finalmente decidiu se aproximar dela, pensou em várias formas de como fazer isso e exatamente a mais irracional foi a escolhida. A praça estava repleta de plantas, flores e belezas do tipo, ele então fez um colar com as folhas e pétalas mais bonitas que encontrou. Colocou o colar no pescoço e passou lentamente em frente a garota, ela finalmente levantou a cabeça e viu “aquilo”, não achou graça, e muito menos interessante. Keith, o garoto, então resolveu sentar-se ao lado de Mary, desta vez sem o colar. Ele disse sorrindo,
- eu sou apenas um palerma, não precisa ter medo.
Mary não lhe respondeu, apenas olhou para o outro lado. Keith lhe fez mais três perguntas, todas elas sem resposta. Então decidiu que deveria ir embora já que realmente não conseguiria se aproximar dela.
No outro fim de semana Mary foi um pouco mais entusiasmada para a praça, ela havia gostado da aproximação do garoto, mas sua timidez não deixou que mostrasse isto a ele. Neste dia ela ficou mais tempo por lá do que todos os outros, mas o garoto não apareceu, o que fez com que ela perdesse o pequeno sorriso que havia aberto de manhã.Mary não lhe respondeu, apenas olhou para o outro lado. Keith lhe fez mais três perguntas, todas elas sem resposta. Então decidiu que deveria ir embora já que realmente não conseguiria se aproximar dela.
Passaram-se uma semana e meia, e Mary ainda não tinha revisto o garoto do qual não sabia nem mesmo o nome. Na sexta feira ela o viu caminhando duas ruas abaixo de sua casa, ele estava com uma mochila grande e que parecia pesada nas costas. Mary imaginou que ele havia viajado e por isso não o viu mais durante aquele período, ela se escondeu na esquina para que Keith não a visse lhe observando.
Assim que chegou a sua casa, Keith deixou sua mochila e em seguida saiu novamente, desta vez em direção à praça. Não encontrou o que queria, pois Mary não estava por lá, ele então teve uma idéia, voltou correndo pra casa e saiu de lá com um corretivo líquido, abriu, e escreveu a seguinte frase no balanço que Mary costumava se sentar: “Me espere aqui, ass.: palerma”.
terça-feira, 19 de julho de 2011
Odiosamente única.
Uma folha em branco me convida para uma breve companhia.
Enquanto minha mente se esforça para lembrar alguma bela palavra, minhas mãos soletram teu nome.
Noites calmas como esta são ótimas oportunidades pra pensarmos:"como foi que chegamos aqui?"
Pena que elas sempre são experdiçadas pelo cansaço garado por tantas obrigações.
Se há em nós uma alma, eu posso-lhes afirmar que todos nós a estamos vendendo, e em longas parcelas sem aviso prévio de quando acabarão.
Eu vejo os passos apressados de todos, ouço as vozes ofegantes.
Vivemos então nossas vidas, estas vidas tão odiosas por serem únicas, por não terem um rascunho
com muitos garranchos, ou apenas com um parágrafo a mais onde eu pudesse me desviar da minha história já traçada com hora marcada pra minha ultima exclamação.
Enquanto minha mente se esforça para lembrar alguma bela palavra, minhas mãos soletram teu nome.
Noites calmas como esta são ótimas oportunidades pra pensarmos:"como foi que chegamos aqui?"
Pena que elas sempre são experdiçadas pelo cansaço garado por tantas obrigações.
Se há em nós uma alma, eu posso-lhes afirmar que todos nós a estamos vendendo, e em longas parcelas sem aviso prévio de quando acabarão.
Eu vejo os passos apressados de todos, ouço as vozes ofegantes.
Vivemos então nossas vidas, estas vidas tão odiosas por serem únicas, por não terem um rascunho
com muitos garranchos, ou apenas com um parágrafo a mais onde eu pudesse me desviar da minha história já traçada com hora marcada pra minha ultima exclamação.
Inimiga da perfeição?
Porque andastes tão depressa se sabes que é exatamente esta tua maior inimiga? Seu olhar é certeiro, primoroso. Não me espanta causar tanta tentação. Lembranças tuas corroem a qualquer um, por isso a dor da perda é infinitamente sentida entre as mãos. Saber o que tu és é o primeiro passo pra total devoção e perdição a você. Se me perguntasse o que quero de verdade a resposta seria curta, óbvia, sem devaneio: "A certeza de que queres somente a mim".
Richard Marra
Richard Marra
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Apenas um lápis
O amor jogou a semente
Grafitando uma flor
Traços de uma criança
Que nascera um sonhador
O amor cresceu
Colhemos sorrisos
Seu nome no topo
Do meu jardim incolor
Richard Marra
Grafitando uma flor
Traços de uma criança
Que nascera um sonhador
O amor cresceu
Colhemos sorrisos
Seu nome no topo
Do meu jardim incolor
Richard Marra
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Redoma mental
Cedo, quando ainda se parece noite.
Você olha para o lado, vazio, mas sente como se não estivesse só.
Sentado, calado. Esperando a rotina te levar, como se fosse uma história já contada,
Da qual você conhece o fim.
As vozes exaltadas, as mesmas. Como se as únicas novidades fossem problemas.
Um arrepio, quase como o efeito de um sussurro. Os olhos arregalados, as mãos tremulas.
A imaginação vai longe como nunca.
Em certo ponto da agonia é possível ver uma rachadura se formando na caixa de vidro mental que te faz prisoneiro.
Olhando pela janela pode-se ver um jardim com cores nunca vistas, você nem consegue descrevê-las. Era talvez o único lugar que não havia cinza.
Mais uma rachadura se forma. Fechando os olhos por alguns segundos foi possível ouvir um som, um agradável som finalmente.
Ao abrir os olhos viu pássaros por toda parte do jardim. Havia um lindo em especial, com cores que por algum motivo lhe faziam lembrar parte de sua infância.
Como um filme em câmera lenta, sem narrador, apenas com a tilha sonora gerada pelo silêncio.
Pensou até em paraíso, mas acabou percebendo que ali não havia nada superior a ninguém. Era a igualdade que brilhava. Somente as lembranças que cada detalhe gerava causavam alguma relevância de um sobre os outros.
Na sua visão da infância encontrou alguém que lhe fazia ter a mesma sensação que sentia agora.
Era uma garota com os olhos em cores indescritíveis, com a voz suave, agradável e calma.
Sua presença lhe causava um arrepio, como o de um sussurro. Imediatamente ele se virou, viu uma linda mulher. Teve a certeza de que se conheciam. A simplicidade fazia dele uma pessoa livre.
De repente tudo começou a sumir, como se voltasse o filme na velocidade mais rápida.
...Era cedo, como se ainda houvesse força, como se não fosse mais estar sozinho. Rapidamente foi para o lado oposto.
Fez ao contrário tudo o que pode. Sentou pra descansar com a cabeça baixa. Por isso nem notou que a sua frente tudo se transformava. Luzes iluminaram seu rosto. Não era possível ver nada pela intensidade da luz.
Levantou, mas não eram seus pés que lhe mantinham firme. Pensou que era o fim, mas era o fim apenas de sua odisseia.
Uma sombra surgiu. A direção que ele tentava ir não era a mesma em que seus pés seguiam. A sombra o engoliu.
O arrepio voltou nesse instante, desta vez lhe fez tremer todo o corpo.
Com a escuridão se esvaindo foi possível ver um sorriso, sintetizando quem ele realmente é, e com quem realmente ele será enfim.
Você olha para o lado, vazio, mas sente como se não estivesse só.
Sentado, calado. Esperando a rotina te levar, como se fosse uma história já contada,
Da qual você conhece o fim.
As vozes exaltadas, as mesmas. Como se as únicas novidades fossem problemas.
Um arrepio, quase como o efeito de um sussurro. Os olhos arregalados, as mãos tremulas.
A imaginação vai longe como nunca.
Em certo ponto da agonia é possível ver uma rachadura se formando na caixa de vidro mental que te faz prisoneiro.
Olhando pela janela pode-se ver um jardim com cores nunca vistas, você nem consegue descrevê-las. Era talvez o único lugar que não havia cinza.
Mais uma rachadura se forma. Fechando os olhos por alguns segundos foi possível ouvir um som, um agradável som finalmente.
Ao abrir os olhos viu pássaros por toda parte do jardim. Havia um lindo em especial, com cores que por algum motivo lhe faziam lembrar parte de sua infância.
Como um filme em câmera lenta, sem narrador, apenas com a tilha sonora gerada pelo silêncio.
Pensou até em paraíso, mas acabou percebendo que ali não havia nada superior a ninguém. Era a igualdade que brilhava. Somente as lembranças que cada detalhe gerava causavam alguma relevância de um sobre os outros.
Na sua visão da infância encontrou alguém que lhe fazia ter a mesma sensação que sentia agora.
Era uma garota com os olhos em cores indescritíveis, com a voz suave, agradável e calma.
Sua presença lhe causava um arrepio, como o de um sussurro. Imediatamente ele se virou, viu uma linda mulher. Teve a certeza de que se conheciam. A simplicidade fazia dele uma pessoa livre.
De repente tudo começou a sumir, como se voltasse o filme na velocidade mais rápida.
...Era cedo, como se ainda houvesse força, como se não fosse mais estar sozinho. Rapidamente foi para o lado oposto.
Fez ao contrário tudo o que pode. Sentou pra descansar com a cabeça baixa. Por isso nem notou que a sua frente tudo se transformava. Luzes iluminaram seu rosto. Não era possível ver nada pela intensidade da luz.
Levantou, mas não eram seus pés que lhe mantinham firme. Pensou que era o fim, mas era o fim apenas de sua odisseia.
Uma sombra surgiu. A direção que ele tentava ir não era a mesma em que seus pés seguiam. A sombra o engoliu.
O arrepio voltou nesse instante, desta vez lhe fez tremer todo o corpo.
Com a escuridão se esvaindo foi possível ver um sorriso, sintetizando quem ele realmente é, e com quem realmente ele será enfim.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Essência
Os velhos tem o poder de usar a sua experiência como sabedoria.
Os adultos tem o poder de usar seus interesses como regras.
Os jovens tem o poder de usar sua desobediência como mudança.
As crianças tem o poder de usar sua pureza como alegria.
Dentre estes quatro frases apenas a última está "no feminino", e é exatamente nesta que se encontram as palavras pureza e alegria. Claro que as palavras foram colocadas por mim mas foram as primeiras a vir à cabeça.
O toque que eu recebi ao acordar me remeteu a isso, as mulheres conseguem ter por toda a vida a essência de uma criança.
O homem sorte terá ao encontrar alguém que o faça relembrar o motivo de ser indispensável ao amor.
Os adultos tem o poder de usar seus interesses como regras.
Os jovens tem o poder de usar sua desobediência como mudança.
As crianças tem o poder de usar sua pureza como alegria.
Dentre estes quatro frases apenas a última está "no feminino", e é exatamente nesta que se encontram as palavras pureza e alegria. Claro que as palavras foram colocadas por mim mas foram as primeiras a vir à cabeça.
O toque que eu recebi ao acordar me remeteu a isso, as mulheres conseguem ter por toda a vida a essência de uma criança.
O homem sorte terá ao encontrar alguém que o faça relembrar o motivo de ser indispensável ao amor.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Paranóia
Meu mundo se resume a uma pessoa
Não quero me livrar disso
Quero viver este meu mundo intensamente
Eu só penso na continuidade
Ninguém deve atrapalhar
Meu pranto é por você
Quem fechou as portas e as janelas?
Onde estão as coisas das quais eu preciso ver?
Por que tão distante agora?
Só me abrace como eu nem sei descrever
Venha aqui e me abrace
Não quero me livrar disso
Quero viver este meu mundo intensamente
Eu só penso na continuidade
Ninguém deve atrapalhar
Meu pranto é por você
Quem fechou as portas e as janelas?
Onde estão as coisas das quais eu preciso ver?
Por que tão distante agora?
Só me abrace como eu nem sei descrever
Venha aqui e me abrace
quarta-feira, 2 de março de 2011
Desde então eu não penso em outra coisa.
O frio criava entre nós a vontade de ser um só. Disse-lhe que queria chorar, ela então segurou minha mão e a levou até seu rosto. Senti suas lágrimas umedecendo todo seu semblante, lágrimas das quais as razões são as mesmas e indescritíveis que as minhas.
Melodias vinham até mim, e eu as entoava no mais sereno tom que podia alcançar. O balanço da rede fazia o mundo à nossa volta sumir, só existia no momento o sentimento que nenhum de nós sabia ao certo explicar.
Foram aproximadamente vinte minutos, acordei e a realidade mais parecia um sonho, eu sussurrei “amor” em seu ouvido, ela acordou, seu rosto estava em meu peito, teu corpo junto ao meu, a assustei com a notícia de que também havia dormido, mas o tempo ainda nos concebia várias voltas no relógio.
No momento em que a levava em casa eu vi seu rosto com uma expressão pensativa, olhando pra baixo, e então ela disse sorridente “Foi bom não é?” Nem precisava de resposta. Só quero resposta mesmo pro que eu senti na madrugada enquanto meu corpo parecia gritar desesperadamente pelo seu, uma vontade inquietante. Minha mente criava alucinações com sua imagem pra que eu pudesse admirar a conseqüência de poucos minutos embriagado em seu calor.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
"Marca de aliança"
Minhas mãos não muito calejadas identificam no início da falange proximial do quarto dedo da mão direita que a muito alguém tem seu nome gravado em mim, não como uma arte ou angústia, mas como confiança em mostrar que o tempo brinca com evidências, e quanto maior mais significativas elas se tornam. Minha plenitude começa ali, e anatomicamente irônico termina no coração, coincidência ou não é o citado quem comando as ações desde que a marca na proximial existe.
Richard Marra
Richard Marra
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Alma Turva
Ando na nostalgia do meu mundo
Caminho nas terras onde plantei minha dor
Colho os frutos de querer ser amor
E definho no outono do sonho que se acabou
Sou a mãe, a suspresa e a evolução
A crença que por mim desfeita cega para a razão
Um olhar cuidadoso e brilhante à luz do luar
A escuridão da minha água é a angústia, alma turva
Richard Marra
Caminho nas terras onde plantei minha dor
Colho os frutos de querer ser amor
E definho no outono do sonho que se acabou
Sou a mãe, a suspresa e a evolução
A crença que por mim desfeita cega para a razão
Um olhar cuidadoso e brilhante à luz do luar
A escuridão da minha água é a angústia, alma turva
Richard Marra
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O melhor Fim pra um Ano
Agindo como uma pessoa real
Sentindo coisas que nunca imaginei
O amor está mesmo presente na simplicidade
Nas palavras ao adormecer
No toque ao acordar
O sossego que se encontra na sua presença
E o paraíso ao te abraçar
Quero ainda mais a vida assim
O perfume que mesmo conhecido surpreende
A beleza que encanta mais e mais
Preocupação com cada detalhe
Elogios repetidamente carinhosos
Prazer em cada coisa junto
Despertando cada sentido
Sinceridade e segurança
e de novo a certeza de amar
Richard Marra
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Perfil do orkut
Sou um herbívoro halterofilista da mente, dependente de alguém e se você me conhece bem sabe quem.
Tenho gosto por arte e sinceridade...
Não tenho muita idade, mas defino à mim apenas com um sorriso dela.
Escrevo mas não sou poeta,
Canto mas não sou músico,
Desenho mas não sou pintor,
Entretanto me sinto bem em ser ao menos um sonhador.
Richard Marra
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