Ela abaixou a cabeça e recolheu as mãos. Não iria pedir pra que ele ficasse mais um pouco, apesar de ser só isso o que queria. Keith, entendendo a reação da garota ficou surpreso, e disse que ficaria por ali mais um pouco, mas não demorou muito e quem falou que devia ir embora primeiro, Mary!
Antes de despedirem, marcaram de se encontrar novamente no outro domingo e Keith havia lhe dito que contaria uma única piada que sabia pra ela na semana seguinte, e até lá, como diria o poeta, os caminhos estavam repletos de flores.
Os dois estudavam na mesma escola, e a volta às aulas foi exatamente naquela semana. Keith estudava de manhã, cursava a primeiro série e Mary estava no oitavo ano. Durante a semana não tiveram a oportunidade de se verem, mas sem que soubessem os pensamentos eram praticamente idênticos.
A solitária garota às vezes ficava um pouco nervosa em pensar nele, ela nunca tinha se aproximado tanto de um garoto, e sentia que aquilo lhe fazia bem, por mais obscuro que lhe passasse algum sentimento. Keith já havia conquistado olhares de algumas garotas, se sentia seguro em relação a isso, seu jeito descontraído que ela achava “lerdeza” (de uma forma bem carinhosa) trazia pra si companhia, mas ele nunca havia imaginado que a tristeza enfim iria lhe encantar mais que as outras coisas.
A solitária garota às vezes ficava um pouco nervosa em pensar nele, ela nunca tinha se aproximado tanto de um garoto, e sentia que aquilo lhe fazia bem, por mais obscuro que lhe passasse algum sentimento. Keith já havia conquistado olhares de algumas garotas, se sentia seguro em relação a isso, seu jeito descontraído que ela achava “lerdeza” (de uma forma bem carinhosa) trazia pra si companhia, mas ele nunca havia imaginado que a tristeza enfim iria lhe encantar mais que as outras coisas.
Chegou finalmente o domingo, dia 28 de fevereiro de 2011. Desta vez foi o garoto quem chegou à praça primeiro. Quando viu Mary se aproximando, depois de ter ficado um tempo sozinho foi ao seu encontro e lhe cumprimentou com um beijo na testa. Mary gostou desde o primeiro instante de como ele a tratava. Ele então lhe convidou pra sentar em um banco que ficava próximo ao balanço onde se viram pela primeira vez, a garota ficou a direita dele. Estavam silenciosos, como quem espera ouvir algo pra poder dizer “eu também”, mas isso só ocorreu em uma conversa entre mãos, o desenhista usou sua habilidosa mão pegou a dela, e ela então, apertou. Depois disso se olharam imediatamente, permanecendo em silêncio por alguns segundos. Neste intervalo de tempo a tímida e esperta garota se lembrou que Keith havia dito que lhe contaria uma piada.
O garoto a olhou bem nos olhos e se aproximou para beijá-la, quando estavam bem próximos Mary disse: “E a minha piada?” Isso fez com que o garoto risse um pouco, e enfim teve que contar a piada à ela. Enquanto contava a piada (que não nos convém colocá-la aqui), ele percebeu que Mary não parava de lhe observar e antes mesmo de terminar a péssima piada colocou sua mão no rosto dela e se beijaram. Um beijo bem curto, mas Keith permaneceu com os olhos fechados, e quando a bela garota perguntou "o quê foi?" ele disse.
- estou vendo tudo azul.
- como assim?
- quando fico algum tempo de olhos fechados vejo tudo azul - sabia que a cor que predomina depois de ficar algum tempo de olhos fechados é a mesma cor do seu anjo?
- o meu anjo é preto então! disse Mary.
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