quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Uma nova História part 1


Em uma tarde de verão, enquanto praticamente todas as famílias estavam viajando, uma garota balançava seu corpo no tempo, criando um som contínuo de ferrugem da diversão de uma praça. Ela estava completamente só por ali, sempre de cabeça baixa, balançando as suas pernas não muito cumpridas no ar.
            Do outro lado da praça as poucas pessoas que ainda andavam por aquele lugar cochichavam sobre quem era aquela garota, quem seriam seus pais? Eram exatamente os pais que lhe faziam passar suas tardes desocupadas de escola naquele velho balanço.
            Muitas pessoas a viram por ali, mas apenas um garoto, de certa forma, se encantou com esta cena, para ele tão angustiante que lhe enchia a cabeça de idéias sobre o que se passava com aquela alma solitária.
            Passaram-se algumas semanas, e no domingo a solidão da garota sempre se repetia. Ela sofria com problemas em casa, filha única, era o alvo das frustrações da família. No fim das férias de verão o garoto finalmente decidiu se aproximar dela, pensou em várias formas de como fazer isso e exatamente a mais irracional foi a escolhida. A praça estava repleta de plantas, flores e belezas do tipo, ele então fez um colar com as folhas e pétalas mais bonitas que encontrou. Colocou o colar no pescoço e passou lentamente em frente a garota, ela finalmente levantou a cabeça e viu “aquilo”, não achou graça, e muito menos interessante. Keith, o garoto, então resolveu sentar-se ao lado de Mary, desta vez sem o colar. Ele 
disse sorrindo,
- eu sou apenas um palerma, não precisa ter medo.

Mary não lhe respondeu, apenas olhou para o outro lado. Keith lhe fez mais três perguntas, todas elas sem resposta. Então decidiu que deveria ir embora já que realmente não conseguiria se aproximar dela.
No outro fim de semana Mary foi um pouco mais entusiasmada para a praça, ela havia gostado da aproximação do garoto, mas sua timidez não deixou que mostrasse isto a ele. Neste dia ela ficou mais tempo por lá do que todos os outros, mas o garoto não apareceu, o que fez com que ela perdesse o pequeno sorriso que havia aberto de manhã.
            Passaram-se uma semana e meia, e Mary ainda não tinha revisto o garoto do qual não sabia nem mesmo o nome. Na sexta feira ela o viu caminhando duas ruas abaixo de sua casa, ele estava com uma mochila grande e que parecia pesada nas costas. Mary imaginou que ele havia viajado e por isso não o viu mais durante aquele período, ela se escondeu na esquina para que Keith não a visse lhe observando. 

Assim que chegou a sua casa, Keith deixou sua mochila e em seguida saiu novamente, desta vez em direção à praça. Não encontrou o que queria, pois Mary não estava por lá, ele então teve uma idéia, voltou correndo pra casa e saiu de lá com um corretivo líquido, abriu, e escreveu a seguinte frase no balanço que Mary costumava se sentar: “Me espere aqui, ass.: palerma”.

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